Antecipação
Cenários reconhecíveis, como uma sala de aula, e dinâmicas que se podem explicar e mostrar antes de começar.
Realidade virtual para autismo (PEA)
Experiências de realidade virtual inclusiva para que escolas, terapeutas e docentes acompanhem crianças e jovens autistas num ambiente previsível, com estímulos ajustáveis e um profissional ao lado em todos os momentos.
Porquê realidade virtual?
Muitas pessoas autistas sentem-se mais seguras quando sabem o que vai acontecer e quando o ambiente não as sobrecarrega. A realidade virtual permite exatamente isso: criar cenários controlados, que se repetem da mesma forma de cada vez, em que o profissional escolhe a atividade, ajusta a duração e acompanha cada passo. Além disso, o formato de jogo costuma motivar e ajuda a manter a atenção.
Não é uma terapia por si só nem substitui ninguém: é uma ferramenta de apoio que a equipa integra na sua intervenção habitual, avaliando sempre se é adequada a cada pessoa. O diagnóstico, por si só, não determina se uma experiência é apropriada.
Cenários reconhecíveis, como uma sala de aula, e dinâmicas que se podem explicar e mostrar antes de começar.
Pequenos desafios de observar, comparar e decidir que convidam a manter o foco durante a atividade.
Estímulos visuais e sonoros que o profissional pode introduzir de forma gradual e respeitosa.
Alcançar, apanhar e classificar objetos com os comandos, ao seu ritmo e celebrando cada acerto.
O que diz a ciência
A investigação sobre realidade virtual e autismo cresce todos os anos. Revisões científicas recentes encontram melhorias nas competências sociais e no reconhecimento de emoções em crianças e adolescentes autistas, sobretudo com programas de várias semanas e bem acompanhados. Também referem que os estudos ainda são pequenos e muito diferentes entre si, e que algumas pessoas podem sentir tonturas, cansaço visual ou sobrecarga sensorial com os óculos. Por isso o contamos assim: um campo promissor, que continua a ser investigado, em que cada caso é avaliado individualmente.
Yang et al., 2025 · JMIR — 14 estudos, 279 crianças e adolescentes autistas.
Cui et al., 2026 · BMC Psychology — 10 ensaios, 464 participantes.
Wang et al., 2026 · JMIR Pediatrics — 11 ensaios, 718 participantes: ainda não há dados para dizer qual é a melhor.
As revisões pedem sessões acompanhadas, voluntárias e atentas à tolerância sensorial de cada pessoa. É assim que trabalhamos.
Como é uma sessão
Cada sessão é preparada a pensar na pessoa, não na tecnologia.
O profissional explica o que vai acontecer, mostra os óculos e a atividade, e escolhe a experiência que melhor se adapta aos seus interesses e objetivos.
A pessoa entra no ambiente virtual com alguém ao lado que guia, adapta e observa como se sente em todos os momentos.
Vemos o que a motiva e que capacidades entram em jogo para decidir como continuar. Se se sentir desconfortável, a experiência para.
Incluímos formação na utilização dos óculos e da experiência, para que o centro a possa pôr em prática de forma autónoma.
Profissionais que já a utilizam

O Dr. Marcos Madruga, coordenador de Neuropediatria da Neurolinkia, conta como a sua equipa integra a realidade virtual no trabalho com crianças e adolescentes com perturbações do neurodesenvolvimento, como o autismo.

Na Ciudad San Juan de Dios (Alcalá de Guadaíra, Sevilha), a equipa de Educação Especial trabalha com a Minifunkids e destaca melhorias na comunicação, na autonomia, na motivação e na coordenação óculo-manual dos seus alunos.
Perguntas frequentes
Pode ser um bom recurso de apoio quando o ambiente, os estímulos e a dinâmica se adequam às necessidades e preferências de cada criança. A investigação mostra resultados promissores, sobretudo nas competências sociais e na atenção, mas não há uma resposta única: cada caso é avaliado pelo profissional que a acompanha.
Não. A Minifunkids é uma ferramenta que complementa a intervenção educativa ou terapêutica. Nunca substitui a avaliação, o critério nem o trabalho dos profissionais.
Pode acontecer, tal como com outros estímulos. Por isso as sessões são voluntárias, adaptam-se à tolerância sensorial de cada pessoa e há sempre alguém ao lado. Se a pessoa se sentir desconfortável ou não quiser continuar, a experiência para.
Depende da pessoa, da experiência e das recomendações do fabricante dos óculos. Antes de começar, convém avaliar cada caso com o profissional responsável.
Não há uma duração universal. A sessão ajusta-se ao objetivo, ao nível de atenção, à tolerância sensorial e ao bem-estar de cada pessoa.
Uns óculos de realidade virtual compatíveis, um espaço seguro e desimpedido, e vontade de experimentar. Incluímos formação na utilização dos óculos e da experiência. O melhor é começar com uma demonstração no vosso centro, sem compromisso.
Tem mais alguma dúvida? Consulte todas as perguntas frequentes ou conheça as nossas áreas de trabalho.
Para centros, associações e profissionais
Se trabalham com crianças ou jovens autistas numa escola, numa associação, numa clínica ou num consultório, mostramos-vos sem compromisso.